
Não foi por acaso que eu sonhei com você na noite passada. Isso é tão estranho. Por que a minha cabeça não quer deixar que você se torne, a pessoa mais importante da minha vida novamente. Mas o meu coração ainda sente o perfume do seu cabelo. Às vezes até deseja você aqui.
Então aqui me encontro. Nesse paradoxo. Em que, a minha mente guerreia com o meu corpo.
E eu quero me fazer de todo apenas corpo. Fechado e imunizado. Para que você não traspasse essa linha que eu tracei naqueles tempos. Essa linha, que agora você é a única que não pode passar. Então, me refaço em uma casa. Apenas lendo. Esperando pacientemente. Contando as probabilidades de te encontrar por acaso. Tentando adivinhar o quanto de mim ainda resta em você. Tentando tirar de mim o que resta de você. Então, não faz o que eu quero. Faz apenas o que eu não quero. Só me observe. E me conta só o que você sentir. Me conta o que você sente quando eu te beijo. O que você sente quando eu te abraço. E se isso for capaz de remover o muro que eu criei, para que você não chegasse até mim. É porque o meu coração venceu a minha mente. E o meu desejo venceu o meu corpo.

